Governo de Minas, por meio da Codemge, recebe até 31 de outubro dados para traçar diagnóstico da cadeia vitivinícola e impulsionar o enoturismo na região.
O Campo das Vertentes vem se consolidando rapidamente como um dos polos mais promissores da vitivinicultura nacional. Para diagnosticar essa expansão e direcionar futuros investimentos, o Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), realiza até a próxima quinta-feira, 31 de outubro, o mapeamento oficial do “Território dos Vinhos de Minas Gerais”.
A urgência no levantamento estadual acompanha o ritmo acelerado do mercado local. Projeções recentes do setor indicam que o Campo das Vertentes abrigará 19 novas empresas produtoras nos próximos cinco anos, alçando o território ao posto de um dos maiores polos de vinho do Brasil. A força desse enoturismo já é realidade em empreendimentos de destaque na área, a exemplo da Vinícola Luiz Porto, localizada em Tiradentes, da Vinícola Mil Vidas, em Ritápolis, e da Vinícola Trindade, sediada no povoado de Vitoriano Veloso (Bichinho), em Prados.
Nova Rota do Vinho e atração de investimentos
Além da participação no diagnóstico estadual, o protagonismo da região já movimenta articulações locais para a criação de uma rota turística oficial. Segundo reportagem recente do jornal Diário do Comércio, produtores de Ritápolis e municípios vizinhos iniciaram diálogos com a Instância de Governança Regional (IGR) Trilha dos Inconfidentes para estruturar um roteiro integrado de enoturismo. O objetivo é criar um circuito que una a degustação de vinhos à história local aos atrativos naturais e à gastronomia, criando uma sinergia direta com a produção de queijos artesanais.
O salto estrutural detalhado pela publicação é exemplificado pelos investimentos privados que despontam no município de Ritápolis, impulsionados, inclusive, pela recente retomada de voos comerciais no aeroporto de São João del-Rei. A vinícola Quinta da Juliana, por exemplo, que engarrafou 6 mil unidades em sua primeira safra, projeta alcançar uma capacidade máxima de 80 mil garrafas anuais, com planos para a construção de uma fábrica própria e de um hotel receptivo.
Em paralelo, propriedades com foco em experiências exclusivas, como a vinícola Sá Marias, apostam no cultivo de alta altitude (1.200 metros) em terraços e no turismo rural imersivo para consolidar a identidade do vinho mineiro.
Como participar do mapeamento estadual
A participação dos agentes locais na Tomada de Subsídios do Estado é considerada fundamental para garantir que as demandas e o potencial do Campo das Vertentes sejam incluídos no diagnóstico, fortalecendo a representatividade da região nas futuras políticas de fomento.
O objetivo do questionário é traçar um raio-x completo do setor. O formulário exige dados sobre os níveis de produção vitivinícola, infraestrutura das propriedades, canais de comercialização, práticas de sustentabilidade, oferta de experiências turísticas, além de mapear as necessidades operacionais e os principais desafios estruturais enfrentados pelos empreendedores.
O chamamento público é direcionado a uma ampla gama de profissionais: produtores de uva e vinho, fornecedores de insumos, enólogos, técnicos agrícolas, associações de classe e prestadores de serviço ligados ao enoturismo. Os interessados devem preencher o formulário digital disponibilizado nos canais oficiais da Codemge antes do encerramento do prazo.


