O Centro Cultural da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) recebe, a partir do dia 23 de janeiro, a exposição fotográfica “O retalho que faltava”, da artista Natália Chagas. A abertura acontece às 19h e marca o início de uma mostra que propõe uma reflexão sensível sobre memória, identidade e a ausência de registros visuais na infância.
Resultado de uma pesquisa artística desenvolvida a partir de oficinas realizadas com 17 mulheres das periferias de Tiradentes, a exposição parte da constatação de que muitas histórias de vida não foram documentadas por fotografias. Essa ausência, segundo a proposta da artista, transforma a infância em um tempo fragmentado, sujeito ao esquecimento e à lacuna narrativa.
Memória reconstruída entre passado e presente
Como procedimento artístico, Natália Chagas utiliza recursos de inteligência artificial para recriar imagens de infância das participantes a partir de fotografias atuais. O processo estabelece um diálogo entre passado e presente, tensionando a ideia tradicional de memória como algo fixo e propondo novas possibilidades de reconstrução simbólica da experiência vivida.
“O retalho que faltava” busca ampliar a discussão sobre representação, pertencimento e a construção de narrativas pessoais e coletivas.
A visitação aberta ao público vai de 23 de janeiro até o dia 9 de março, no Centro Cultural UFSJ, localizado na Praça Doutor Augusto das Chagas Viegas, nº 17, no Largo do Carmo, em São João del-Rei.


